Oficina sobre a revisão do Plano Diretor de Goiânia é realizada na Câmara

por Michelle Lemes publicado 31/08/2017 20h34, última modificação 31/08/2017 20h34

Com o objetivo de debater a revisão do Plano Diretor de Goiânia (PDG) e os desafios da Região Metropolitana, foi realizada nesta quinta-feira, 31, na Câmara Municipal, a segunda oficina sob a organização da Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima) e da Universidade Federal de Goiás (UFG). Houve debate dos temas desenvolvimento urbano, econômico e territorial, além de mobilidade, acessibilidade e transporte, com a aplicação de questionário aos participantes para apontarem as potencialidades, fragilidades e perspectivas do município.

Os servidores da Secima Germana de Faria Andrade e Luciano Gomes do Prado apresentaram o eixo estratégico de ordenamento territorial e desenvolvimento econômico do Plano Diretor de Goiânia, com destaque para o crescimento populacional, a densidade populacional urbana, infraestrutura e vazios urbanos. Na oportunidade, a palestrante apontou que um terço da cidade está na situação de vazios urbanos, totalizando 26,75% da zona urbana. Também ressaltaram os saltos dados nos últimos anos na quantidade de loteamentos aprovados, com dez anos de vigência do atual PDG, 94 loteamentos foram aprovados. Ela considerou necessária a aprovação do Código de Parcelamento e a continuidade do sistema viário principal para facilitar a mobilidade urbana.

O servidor Luciano Gomes considerou essencial o fortalecimento da base econômica, com crescimento da economia e avanço da população, de maneira sustentável. Em relação à economia, esclareceu que Goiânia está na décima primeira posição de PIB per capita, com dados do IBGE. Explicou que 55% da economia é de prestação de serviços.

Mobilidade urbana foi o tema apresentado pela professora Érika Cristine Kneib, com foco na urbanização e interdependência da RMG e na provisão da mobilidade intraurbanas e estaduais. Em relação ao transporte público coletivo ressaltou que existe uma única rede integrada, mas deve existir equilíbrio econômico-financeiro e investimentos de curto, médio e longo prazo. Apresentou a Rede Metropolitana de Transporte Coletivo que existe na RMG, que está sob o acompanhamento e controle da Câmara Deliberativa dos Transportes Públicos (CDTC), a Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), as concessionárias e o Sindicato das Empresas de Transportes Coletivos. Ainda houve a apresentação do Eixo Estratégico de Mobilidade, Acessibilidade e Transporte do PDG pelo servidor Sérgio Edward Wiederhecker, da equipe da Prefeitura de Goiânia.