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Audiência pública debate transferência do Centro POP para o Setor Aeroporto

por Guilherme Machado publicado 11/12/2025 17h10, última modificação 12/12/2025 14h28
Moradores temem aumento da insegurança em razão da presença de pessoas em situação de rua, atendidas pela instituição
Audiência pública debate transferência do Centro POP para o Setor Aeroporto

Reprodução: TV Câmara Goiânia

Audiência pública realizada na tarde dessa quarta-feira (10), na Câmara de Goiânia, teve como tema a transferência do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP) da Alameda Botafogo, no Centro, para a Rua Francisca Costa Cunha D. Tita, no Setor Aeroporto.

Moradores do bairro não querem a mudança de endereço, alegando impactos na segurança, na mobilidade, na organização urbana e na qualidade de vida da vizinhança, devido à presença de pessoas em situação de rua. O temor é de que elas se aglomerem e montem barracas nas ruas e nas calçadas da região, assim como ocorreu na Praça Doutor Carlos de Freitas, em frente ao local anterior do Centro POP.

O vereador Coronel Urzêda (PL), que presidiu a audiência pública, afirmou que não se deve criminalizar pessoas em situação de rua, mas reconhecer que alguns podem estar envolvidos com o tráfico de drogas. “É natural que qualquer mudança que impacte a dinâmica social de um bairro gere dúvidas e apreensões. O que não é aceitável é que essas decisões ocorram sem diálogo, sem explicações claras e sem planejamento adequado”, disse.

Como representante dos moradores do Setor Aeroporto, Bento Baeta afirmou que não houve, por parte da Prefeitura, estudo de impactos ambientais e sociais que poderiam ser causados pela transferência do Centro POP para a região. Outro problema, segundo ele, seria o possível aumento na violência – em razão da prática de roubos e de furtos por usuários de drogas.

“Também tememos o assédio que mulheres e idosas poderão sofrer dessas pessoas. Muitas senhoras circulam por lá, pois a Associação dos Idosos do Brasil fica na mesma rua”, afirmou Bento. Ainda de acordo com ele, idosas já teriam presenciado pessoas em situação de rua tomando banho em espaços públicos, uma vez que o Centro POP já está em funcionamento.

O Coronel Batista, do 38º Batalhão da Polícia Militar, responsável pelo patrulhamento no Setor Aeroporto, prometeu dobrar o efetivo e designar um policial militar oficial para a região. “Não toleraremos qualquer ato criminoso ou obsceno, além do uso de drogas. Criaremos um grupo de WhatsApp com moradores e comerciantes do Setor Aeroporto, para que possam imediatamente reportar qualquer problema, estabelecendo um canal rápido de comunicação e de pronta resposta.”

O secretário executivo e subcomandante da Guarda Civil Metropolitana (GCM), inspetor Washington Moreira dos Santos, anunciou que o Comando-Geral da GCM será transferido para o prédio em frente ao Centro POP. “Hoje, estamos em local pequeno e não estratégico, ao lado da Comurg. Com a mudança, instalaremos lá todo o operacional e o administrativo da guarda. Só na nossa base administrativa, são em torno de cem GCMs trabalhando. Serão mais viaturas em circulação, aumentando a sensação de segurança”, afirmou.

Como o novo prédio precisará de reforma para receber a GCM, o subcomandante foi questionado sobre a data da mudança. “Independentemente de a base estar lá, teremos atenção maior com viaturas o tempo todo na região, até que a gente se mude”, respondeu.

Moradores questionaram a falta de políticas públicas, por parte da Prefeitura, para inserção de pessoas em situação de rua no mercado de trabalho.

A secretária municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos, Eerizania Enéas de Freitas, rebateu o questionamento. Segundo ela, há parcerias com o Senai e com o Senac para oferta de empregos e de capacitação profissional. “Neste ano, encaminhamos mais de 200 pessoas para o mercado de trabalho”, afirmou.

De acordo com a secretária, a aglomeração em frente ao endereço na Alameda Botafogo resultou da ausência de refeitório no espaço, o que levava as pessoas a se alimentarem do lado de fora. Eerizania Freitas argumentou que o local escolhido para instalação do Centro POP, no Setor Aeroporto, é amplo, acessível e gera economia para o Município, já que foi cedido pela União.

Para evitar que um novo acampamento se forme na porta do Centro POP, a secretária garantiu a oferta de aluguel social, por meio de programa estadual. “O governo do estado disponibilizou neste ano quatro mil aluguéis sociais para Goiânia. Agora, estamos com inscrições abertas para mil aluguéis sociais ainda disponíveis”, declarou.

Como forma de tranquilizar os moradores, a representante da Prefeitura informou que o Centro POP não ficará permanentemente no Setor Aeroporto. “Temos R$ 2,3 milhões destinados para construção de um Centro Pop definitivo. O terreno escolhido é próximo à rodoviária; o projeto está em fase de planejamento da licitação. Terminadas as etapas de preparação, o prazo para construção será de oito meses”, concluiu.

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