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Câmara inicia trabalhos legislativos de 2026

por Heloiza Amaral publicado 25/02/2026 12h20, última modificação 25/02/2026 17h13
Presidente da Câmara destacou reforma realizada na Casa e alterações em sistemas de biometria, na sonorização e no mobiliário do Plenário
Câmara inicia trabalhos legislativos de 2026

Reprodução: TV Câmara Goiânia

O presidente da Câmara de Goiânia, vereador Romário Policarpo (sem partido), abriu os trabalhos legislativos de 2026 nesta quarta-feira (25), destacando a reforma realizada durante o recesso parlamentar nas dependências da Casa, sobretudo no Plenário Trajano Guimarães. As mudanças incluem novos sistemas de biometria, sonorização, painel, instalação elétrica, iluminação, piso e novo mobiliário, com oito bancadas e capacidade para até 40 vereadores.

A vice-prefeita Coronel Cláudia (Avante) e secretários municipais participaram da abertura do ano legislativo. Também presentes,  profissionais da Saúde e da Educação se manifestaram por melhores condições de trabalho e contra o corte no número de servidores.

Vereadores da oposição criticaram a ausência de Sandro Mabel (União Brasil) na sessão inaugural. Segundo o líder do prefeito na Casa, vereador Bessa (DC), Mabel estaria em viagem a São Paulo e teria tido problemas no voo de volta a Goiânia.

Impeachment

O vereador Igor Franco (MDB) protocolou na Câmara pedido de impeachment do prefeito, por improbidade administrativa. Entre as justificativas, ele apontou o descumprimento de acordo com o Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCM) para nomeação de aprovados em concurso da Saúde; a ausência de profissionais; precariedade estrutural; e deficiência no fornecimento de medicamentos. Além disso, Igor Franco destacou a alteração do Sistema de Registro de Preços, admitindo adesões a atas gerenciadas por entidades privadas sob controle público, responsável, por exemplo, pelo aumento do contrato com a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) para valores superiores a R$ 621 milhões.

De acordo com Bessa, o colega Igor Franco tem legitimidade para apresentar o pedido de impeachment. Para o líder do prefeito, no entanto, o documento será analisado pelos 37 vereadores e não será aprovado, porque não há irregularidades que o justifiquem.

Emendas impositivas

Outro ponto criticado pela oposição foi a rejeição de parte das emendas impositivas apresentadas pelos vereadores à Lei Orçamentária Anual (LOA). Bessa afirmou que os vetos tiveram como fundamento orientações do TCM. Entretanto, uma reunião deve ser feita nos próximos dias para explicar aos parlamentares os motivos da rejeição, bem como pontos que podem ser ajustados para liberação da verba.

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