Você está aqui: Página Inicial / Sala de Imprensa / Agência Câmara Goiânia / Agência Câmara Goiânia: notícias / Relatório final da CEI da SMT pede indiciamento de 17 pessoas

Relatório final da CEI da SMT pede indiciamento de 17 pessoas

por Guilherme Machado publicado 09/10/2017 18h35, última modificação 10/10/2017 13h13
Relatório final da CEI da SMT pede indiciamento de 17 pessoas

Foto: Marcelo do Vale

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga irregularidades na Secretaria Municipal de Trânsito, Transporte e Mobilidade (SMT) teve fim na tarde desta segunda-feira, 9, com a apresentação e aprovação, por unanimidade, do relatório final, elaborado por Delegado Eduardo Prado (PV). Presidida por Elias Vaz (PSB), integraram também a CEI, que foi instaurada em março, os vereadores Anderson Sales - Bokão (PSDC), Cabo Senna (PRP), Izídio Alves (PR) e Welington Peixoto (PMDB). 

As investigações chegaram à conclusão de que a Prefeitura teve um prejuízo de mais de R$ 50 milhões com a assinatura de contratos para instalação e operação de fotossensores, compra de cavaletes e de semáforos, além de aquisição e operação de controladores de semáforos. O relatório final será enviado para a Prefeitura, Ministério Público estadual (MP-GO), Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e Polícia Civil. À Controladoria do Município será pedido a abertura de sindicância para apurar a conduta de servidores da SMT. 

O relatório pede o indiciamento de 17 pessoas. São quatro ex-secretários: José Geraldo Freire, Patrícia Veras, Miguel Tiago e Paulo Sanches (Coronel Sanches). Sete empresários: Marcos Pinto Rôla, dono da Trana; Venicio Prata Júnior, representante legal da empresa Trana; Geraldo Cabral Rôla Neto, ex-sócio da Trana e da EIT; Geraldo Cabral Rôla Filho, sócio da EIT; Cleomar Antônio de Souza, dono da JBA Ltda; Alberto Muad Abujamra, dono da Dataprom; e Simara Previdi, dona da Dataprom. Seis servidores e ex-servidores municipais: Abadio Antônio dos Santos, ex-diretor jurídico SMT; Carlos Alberto de Miranda, engenheiro SMT; José Carlos Martins, ex-chefe do almoxarifado e servidor da SMT; Maria Bernadete dos Santos, ex-diretora administrativa, servidora municipal; Patrícia Duarte, ex-diretora administrativa, servidora municipal; e Alexandre Kruk, ex-gerente administrativo. 

Irregularidades apuradas 

Contrato com a Dataprom para compra de controladores eletrônicos e serviço de sincronização de semáforos. Firmado desde 1997 até hoje, sem que nenhuma nova licitação tenha sido feita. A alegação da Prefeitura é que só a empresa teria o software para operar os equipamentos instalados e, para interromper o contrato, seria necessário comprar todos os controladores novamente. O edital vencido pela Dataprom estabelecia que a empresa vencedora deveria fornecer ao município o protocolo de comunicação, mas a Prefeitura desprezou este item. Foi identificado que houve o superfaturamento na compra dos controladores e pagamento à empresa por prestação de serviço de abril a novembro de 2013 sem contrato e sem comprovante da real execução do serviço. Prejuízo de R$ 5,5 milhões. 

Contratos com as empresas EIT e Trana para instalação e operação de fotossensores. Foram identificadas irregularidades na transição do serviço entre as duas empresas em 2010. Quando a Trana assumiu, a Prefeitura aceitou que a empresa reutilizasse equipamentos com mais de 20 anos da EIT, apesar do edital de licitação estabelecer que os fotossensores deveriam ser novos. A Trana instalou novos equipamentos e locou os demais da EIT por R$ 90 mil ao mês, sublocando-os para a Prefeitura por R$ 300 mil, indicando superfaturamento. Prejuízo apurado de 2002 a 2016 de R$ 39,2 milhões. 

Contrato com a empresa Eliseu Kopp para instalação e operação de fotossensores. Firmado este ano pela SMT, foi identificado no contrato superfaturamento em alguns índices, como tributos e energia elétrica, estabelecidos pela empresa. Após recomendação da CEI, a Prefeitura revisou o contrato e houve uma redução de R$ 5 milhões no valor, caindo de R$ 66,7 milhões para R$ 61 milhões. 

Contrato com a JBA Comercial para fornecimento de cavaletes. Notas fiscais comprovaram a compra de 7.150 cavaletes, mas só havia registro de entrega de 3.150. Em depoimento, servidores confirmaram que, apesar de o edital de licitação exigir a entrega na sede da secretaria, a retirada dos cavaletes também era feita diretamente na empresa, que chegou a fornecer cavaletes mesmo antes de assinar contrato com a Prefeitura. Prejuízo de R$ 140,8 mil. 

Contratos para comprar de semáforos e componentes. A documentação referente à compra de semáforos e componentes foi encaminhada pela SMT com atraso e, por isso, a CEI fará representação do caso ao MP-GO separadamente. Foi apurado que houve superfaturamento na licitação realizada pela Prefeitura em 2014, já que os valores oferecidos em outra licitação, feita no ano passado, são mais baixos. O prejuízo estimado é de cerca de R$ 5 milhões. O processo de 2016 também apresenta problemas. Vencido por uma papelaria de pequeno porte localizada no Conjunto Vera Cruz que apenas terceiriza o serviço, os valores ainda estão acima dos praticados em outras cidades. Prejuízo calculado de R$ 7,8 milhões, caso as ordens de fornecimento sejam todas emitidas. 

Requerimentos 

No relatório final, a comissão também propôs sugestões para que a pasta opere de forma mais eficiente e econômica: 

- Ampliação da equipe de engenharia da SMT, que atualmente conta apenas com sete engenheiros 

- Melhoria do controle do almoxarifado. Na apuração sobre os cavaletes, foi constatado que o funcionamento atual é desorganizado, propiciando os furtos e extravios de materiais. 

- Convênio para desenvolvimento de tecnologia com a UFG ou IFG, para diminuir a dependência de empresas que, muitas vezes, monopolizam o mercado de tecnologia de trânsito. As duas instituições já pronunciaram que são capazes de produzir os mesmos equipamentos a um custo muito menor para o município. 

- Ação popular na Justiça para reversão dos fotossensores no final do contrato atual com a empresa Eliseu Kopp. A medida é para que a Prefeitura se torne proprietária dos equipamentos, já que o valor destes vem sendo historicamente diluído no preço da prestação do serviço. 

- Liberação do protocolo de comunicação dos controladores da Dataprom, que deveria estar aberto desde 1997. 

- Transformação da SMT em autarquia, para que os recursos das multas sejam integramente aplicados no trânsito, conforme preconiza o Código de Trânsito Brasileiro, e deixem de ir para o caixa geral da Prefeitura, como vem ocorrendo, e sejam usados em outras áreas. 

- Cumprimento da Lei Municipal 9.923/2016, que determina a divulgação on-line de repasses ou transferências de recursos financeiros, além de todos os processos licitatórios e contrato realizados pela administração pública. 

- Mudança no sistema de comunicação com a retirada dos rádios da empresa Lig-Móbile, por entender-se que a comunicação por rádio está ultrapassada. A SMT paga atualmente mais de R$ 300,00 por aparelho por mês. 

TV Câmara ao vivo: transmissão das sessões no YouTube

Mídias Sociais
Destaques

Banner do Edital do Concurso Público CMG 2026

 

Banner Canal Cidadania.JPG

  

Goiânia 91 anos

 

Carta de Serviços

  

banner escola do legislativo.jpg

 

banner ouvidoria.jpg

Acesso a Informação

Acesso a informação

Plano Diretor

planoDiretor.jpg

Concurso Público
Portaria de Regulamentação do Estágio

Regras do Estágio

TV Câmara

TVCâmara

Ouvidoria da Mulher

Ouvidoria da Mulher

TV Câmara

TVCâmara

Notícias da Presidência

NoticiasDaPresidencia