Prefeito deixa Câmara antes de questionamentos, que são respondidos por secretário da Fazenda
Após apresentação técnica das contas da Prefeitura relativas aos últimos quatro meses de 2025, nesta segunda-feira (16), o prefeito Sandro Mabel (União Brasil) se retirou do Plenário, deixando a cargo dos secretários as respostas aos questionamentos dos vereadores. A postura foi criticada pela oposição, a começar pelo vereador Igor Franco (MDB), ex-líder do prefeito. O parlamentar destacou a quantidade de contratos emergenciais firmados no município e a situação de abandono do Instituto Municipal de Assistência aos Servidores de Goiânia (Imas). Já o vereador Lucas Vergílio (MDB) apontou o superavit de R$ 1,2 bilhão como prova de que a situação de calamidade financeira teria sido “inventada” e criticou a falta de transparência da Prefeitura com gastos do cartão corporativo.
A vereadora Kátia (PT) afirmou que o superavit foi construído à base do sofrimento dos goianienses, já que não houve investimento o suficiente em áreas fundamentais, como a Saúde. Kátia considerou a ausência do prefeito durante os questionamentos um desrespeito ao Legislativo e à democracia. A vereadora Aava Santiago (PSB) também criticou a ausência de Sandro Mabel. Para ela, as questões podem ser técnicas, porém as discussões são políticas e a presença do chefe do Executivo seria fundamental.
O vereador Coronel Urzêda (PL) mencionou o superavit como justificativa para que a Prefeitura suspenda a cobrança da Taxa de Limpeza Pública (Taxa do Lixo) e defendeu o envio imediato de projeto da data-base dos servidores municipais, que deve ser paga a partir de maio, além do pagamento retroativo da reposição salarial da Educação, que deveria ter ocorrido em janeiro.
O secretário da Fazenda, Valdivino de Oliveira, afirmou que a situação de calamidade financeira serviu como ato pedagógico para os demais secretários, que tiveram que reduzir gastos no início da administração. Segundo ele, os recursos do superávit serão utilizados para sanar problemas graves do município, como a possível reconstrução das marginais Botafogo e Cascavel, além da elaboração de um plano de drenagem para a capital. Valdivino não respondeu aos questionamentos sobre data-base e outras perguntas que não envolveram diretamente os dados apresentados na prestação de contas.













