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Kajuru ouve representantes da Celg/Enel sobre aumentos nas contas de energia

por Guilherme Machado publicado 20/12/2017 18h50, última modificação 21/12/2017 11h04
Kajuru ouve representantes da Celg/Enel sobre aumentos nas contas de energia

Foto: Marcelo do Vale

Jorge Kajuru (PRP) recebeu na tarde desta quarta-feira, 20, representantes da Celg e da Enel, empresa que comprou a estatal no mês de fevereiro deste ano, para explicarem o aumento repentino nos valores da tarifa de energia. “A população está indignada, pois já sofre com a prolongada crise financeira e foi surpreendida com mais um gasto. Há várias queixas de consumidores que tiveram suas contas dobradas ou triplicadas, causando um desequilíbrio no orçamento doméstico. Tal aumento não foi explicado à população, que se vê obrigada a arcar com mais esse custo para não ter o fornecimento de energia suspenso”, disse o vereador. 

A audiência pública contou também com a participação da vereadora Priscilla Tejota (PSD), que disse estar acompanhando de perto o problema e que atuará para garantir a boa prestação de serviço da companhia para a população, e da vice-presidente da Associação das Donas de Casa do Estado de Goiás, Raimunda Araújo, que cobrou a prestação de um serviço com qualidade ao preço justo. 

O diretor de regulação da Celg, Emerson Rubim, explicou como é composta a tarifa cobrada pela empresa. Disse que todo o processo, desde a compra de energia das empresas geradoras até a definição dos aumentos, é estritamente controlado pelo governo federal, por meio da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e que as distribuidoras, como o caso da Celg, são as responsáveis por cobrar do consumidor todos os custos, impostos e encargos desde a produção nas usinas de energia, repassando-os às geradoras e transmissoras, que são as empresas responsáveis pelas linhas de transmissão. Segundo ele, de cada R$ 100,00 cobrados do consumidor, apenas R$ 16,30 ficam com a Celg, que são usados para operação, expansão e manutenção da rede elétrica. 

Ele afirmou também que as regras para os reajustes são as mesmas para todas as distribuidoras, obedecendo a legislação e os contratos de concessão, e que os aumentos são calculados pela Aneel de acordo com a realidade regional operada pelas distribuidoras. São autorizadas revisões tarifárias anuais, que em Goiás ocorrem todo dia 22 de outubro, e revisões extraordinárias a cada cinco anos, sendo a próxima a ocorrer em 2018. 

Sobre o último reajuste autorizado em outubro pela Aneel, de 14,65%, disse que apenas 1% ficou com a Celg e que os outros 99% serviram para cobrir gastos com transmissão e para gerar energia elétrica. Devido à estiagem prolongada deste ano, o uso de usinas termoelétricas foi maior, o que aumentou o custo de produção. 

Questionado por Kajuru se a venda da Celg foi um bom negócio para o governo do estado, o técnico da Celg, Humberto Eustáquio, respondeu que, desde 2011, a empresa se encontrava em processo de caducidade da concessão, ou seja, vinha descumprimento suas obrigações legais e contratuais. “A caducidade se deveu a uma série de erros de gestão cometidos ao longo da história da Celg e que fizeram com que a empresa chegasse a um ponto em que não conseguia pagar a energia que comprava e os encargos sociais, ou seja, a receita mal dava para pagar seus custos operacionais.” 

“A cassação do contrato de concessão seria a pior situação que poderia acontecer para o proprietário, que era o governo estado de Goiás. Representaria a perda de todos os ativos que a empresa construiu até então, a transferência da dívida acumulada de mais de R$ 6 bilhões para o governo estadual e o fim do CNPJ da Celg, que no dia seguinte seria substituído por uma nova empresa, trazendo imensos prejuízos aos empregados”, completou. 

Kajuru entregou aos representantes da Celg várias perguntas sobre o assunto e prometeu realizar uma segunda audiência em janeiro para que elas sejam respondidas à população.

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