Gerente de operações da TIM presta esclarecimentos a CEI dos Fios Soltos
Em mais uma oitiva da Comissão Especial de Inquérito (CEI) dos Fios Soltos, realizada na tarde desta terça-feira (26), os vereadores ouviram o gerente de operação da TIM, Gustavo Henrique Silva, que prestou esclarecimentos sobre a manutenção dos cabos da empresa nos postes de Goiânia.
Durante a reunião, Gustavo afirmou que a empresa mantém nove equipes terceirizadas atuando diariamente em serviços corretivos, preventivos e em vistorias para identificação de irregularidades na rede. Segundo ele, todas as equipes trabalham sob supervisão de um responsável da própria TIM.
O representante explicou que os problemas relacionados aos fios da empresa podem ser comunicados por meio de canais de atendimento via WhatsApp ou e-mail, abertos tanto para a concessionária responsável pelos postes, a Equatorial, quanto para a população em geral. “Em casos críticos, o prazo de atendimento é imediato. Nos demais casos, a empresa tem até sete dias para resolver”, afirmou.
Ainda de acordo com Gustavo, os serviços executados pelas terceirizadas passam posteriormente por fiscalização da própria TIM, com verificação do cumprimento das normas técnicas vigentes.
Questionado sobre a retirada de cabos antigos, o gerente informou que a TIM não remove instalações de outras operadoras quando realiza novas instalações em endereços atendidos pela empresa. Por outro lado, afirmou que os cabos da própria operadora são retirados quando há cancelamento do serviço por parte do cliente.
Ele também explicou que, quando a empresa é acionada para retirar um cabo caído e as equipes constatam que o material não pertence à TIM, a operadora comunica a empresa responsável, conforme a identificação da rede. Segundo Gustavo, “86% dos chamados de fios caídos não são identificados pelas equipes no local como sendo da TIM”.
Durante a oitiva, o representante disse não saber informar se a TIM participa do programa Cidade Segura, iniciativa realizada em parceria entre Prefeitura de Goiânia e Ministério Público de Goiás para retirada de fios inservíveis dos postes da capital.
Ao comentar sobre a responsabilidade pela gestão da fiação aérea, Gustavo avaliou que a atribuição é da Equatorial, concessionária dos postes. “As empresas pagam a ela para usar os postes. Assim, ela é a responsável por manter os fios organizados”, declarou.













