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CCJ aprova projeto sobre descentralização de gestão da Saúde

por Da Redação publicado 14/09/2022 17h30, última modificação 15/09/2022 13h19
De autoria do vereador Mauro Rubem (PT), matéria prevê que unidades municipais tenham autonomia gerencial, orçamentária e financeira
CCJ aprova projeto sobre descentralização de gestão da Saúde

Foto: Alberto Maia

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de Goiânia aprovou, nesta quarta-feira (14), projeto que estabelece, na rede pública de saúde da capital, o Programa de Descentralização da Gestão da Saúde (Prodeges). De autoria do vereador Mauro Rubem (PT), a proposta é baseada nos princípios de participação popular, transparência e economicidade dos recursos públicos.

De acordo com o projeto, a ideia é de que unidades de saúde tenham autonomia gerencial, orçamentária e financeira. Para isso, a Prefeitura deverá criar Unidades de Execução Descentralizadas (UEDs), que se responsabilizarão por executar dotação orçamentária, gerir recursos financeiros e contratar pequenas compras e serviços. A criação das UEDs deve abranger todas as unidades de saúde da capital, alcançando pelo menos metade delas em até dois anos da implantação do projeto, e 100% em até quatro anos. O Conselho de Saúde do Município de Goiânia e conselhos locais serão fiscalizadores do processo.

Uso de recursos

Os recursos do Prodeges poderão ser utilizados para aquisição de materiais de consumo e medicamentos, bens permanentes e equipamentos de saúde, despesas com adaptação e instalação dos equipamentos de saúde, realização de reparos nas instalações físicas, além de pequenos serviços prestados por pessoa física ou jurídica. São proibidos, no entanto, gastos com pessoal e encargos sociais, implantação de novos serviços, gratificações, bônus e auxílios, festas e recepções, viagens e hospedagens, obras de infraestrutura (exceto reparos de estrutura), aquisição de veículos, aquisição ou locação de equipamentos de informática, pesquisas e publicidade.

A matéria estabelece ainda que o valor a ser transferido para unidades de saúde e hospitais será definido com base em critérios de produção assistencial, observados nos Sistemas de Informações Hospitalares e Ambulatoriais do Ministério da Saúde. No primeiro ano do programa, gestores deverão fazer levantamento do custo operacional da UED, para repasses e readequação nos anos seguintes. Inicialmente, o valor a ser transferido não será inferior a R$ 200 mil. Recursos não utilizados durante o ano serão redistribuídos para outras UEDs, conforme necessidade justificada pelos serviços.

Segundo a proposta, a liberação de recursos do Prodeges ocorrerá mediante autorização do Fundo Municipal de Saúde e só serão movimentados em conta aberta para seu recebimento, por meio de cheque nominal, de ordem bancária ou de transferência eletrônica em nome do fornecedor de bens ou prestador de serviços. O projeto segue para primeira votação em Plenário.

*Com informações da assessoria de comunicação do vereador

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