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Audiência pública debate inclusão do ensino de Libras nas escolas

por Guilherme Machado publicado 12/05/2023 17h05, última modificação 15/05/2023 13h53
Promovida pela vereadora Gabriela Rodart (PTB), reunião contou com participação de pessoas surdas, professores e de profissionais tradutores intérpretes da Língua Brasileira de Sinais
Audiência pública debate inclusão do ensino de Libras nas escolas

Foto: Antônio Silva

A vereadora Gabriela Rodart (PTB) promoveu, nesta quinta-feira (11), na Câmara de Goiânia, audiência pública para debater o ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras) na educação básica. A reunião contou com participação de pessoas surdas e de tradutores intérpretes em Libras – estes representados por membros da Associação dos Profissionais Tradutores Intérpretes e Guias-Intérpretes de Língua de Sinais do Estado de Goiás (Apilgo). O vereador Willian Veloso (PL) compôs a mesa do evento.

Primeira a falar, Renata Rodrigues de Oliveira Garcia, subcoordenadora dos curso de Letras: Libras e de Letras: Tradução e Interpretação em Libras/Português da Universidade Federal de Goiás (UFG) e que tem deficiência auditiva, defendeu exigência do ensino básico de Libras desde os primeiros anos nas escolas. “Estamos pedindo inclusão de Libras no currículo das escolas públicas, pois esta é uma discussão muito importante. Libras é a segunda língua oficial do Brasil. Se nas escolas é ensinado inglês e espanhol, por que não ensinar também a língua de sinais? Nesta audiência, vemos pessoas que não conseguem se comunicar com surdos. Teríamos outra realidade se a Libras fosse ensinada a todos”, afirmou.

Já a professora Waléria Batista da Silva Vaz Mendes, do curso de Pedagogia Bilíngue Libras/Português do Instituto Federal de Goiás (IFG), comentou sobre o processo de educação dos surdos. Muitos deles, segundo Waléria, não chegam ao Ensino Médio, enquanto outros  completam o ensino escolar com domínio raso da Língua Portuguesa, o que prejudica o desempenho no Ensino Superior. “Como mudar este cenário, como fazer o surdo chegar ao Ensino Superior sem tantas dificuldades em Língua Portuguesa e como evitar evasão e fracasso escolar? Várias pesquisas indicam que a causa desses problemas é a falta de didática adequada no processo educacional do surdo e, principalmente, a ausência da Libras como língua de instrução nas escolas”, argumentou.

De forma remota, Bruno Gonçalves Carneiro, professor do curso de Letras: Libras da Universidade Federal do Tocantins (UFT), comentou sobre a experiência na implantação da disciplina de Libras nas escolas públicas tocantinenses. Segundo ele, o estado estabeleceu meta de inserir o ensino de Libras e o ensino bilíngue em todas as modalidades e etapas da educação básica, bem como nas escolas da rede estadual, seguindo o Plano Estadual de Educação. Os municípios de Araguaína, Porto Nacional e Tocantinópolis também contam com metas semelhantes em seus planos educacionais.

De acordo com Bruno, várias leis brasileiras tratam da inclusão de Libras na educação, mas nenhuma explicita a língua como disciplina. “É preciso avançar na legislação para garantir a inserção da disciplina de Libras, o que tornaria o ensino obrigatório em todo o país”, declarou.

Mariângela Estelita Barros, professora da Faculdade de Letras da UFG, criou o sistema Escrita das Línguas de Sinais – mais conhecido como "Elis". Desenvolvido no mestrado e aperfeiçoado no doutorado da docente, tornou-se um sistema de escrita real, com usuários reais e "vida própria".

Mariângela defendeu o ensino da Elis nas escolas. “Quando se escreve em língua de sinais, leva-se a Libras para três dimensões: artística, que é a literatura; legal, que são regras e leis; e científica. As três áreas só existem por escrito e são pouco exploradas por pessoas surdas. Além disso, como a maioria delas não tem nível adequado de leitura e de escrita em Língua Portuguesa, o ensino de Libras, na modalidade escrita, abre um mundo de possibilidades novas para pessoas surdas, ampliando suas formas de expressão.”

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