Você está aqui: Página Inicial / Sala de Imprensa / Agência Câmara Goiânia / Agência Câmara Goiânia: notícias / Audiência pública com agentes comunitários de saúde tem ponto eletrônico como tema

Audiência pública com agentes comunitários de saúde tem ponto eletrônico como tema

por Guilherme Machado publicado 05/11/2019 18h35, última modificação 05/11/2019 18h39
Audiência pública com agentes comunitários de saúde tem ponto eletrônico como tema

Foto: Marcelo do Vale

Na tarde desta terça (5), os vereadores Felisberto Tavares (PR) e Sabrina Garcêz (sem partido) estiveram reunidos com agentes comunitários de saúde em uma audiência pública que lotou o Auditório Jaime Câmara. O principal motivo para o evento é a medida da Prefeitura de Goiânia que obriga os agentes de registrar as entradas e saídas do trabalho, de forma eletrônica, quatro vezes ao dia: início e fim do dia, além da ida e volta do almoço. 

Com isso, os agentes, que trabalham de casa em casa pelos bairros realizando atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde, têm de se deslocar até um local para registrar o ponto durante o período de trabalho. O problema é que a maioria se desloca a pé e, muitas vezes, as residências dos agentes não são próximas dos locais de registro do ponto. 

“Vocês são trabalhadores de rua. A população goianiense necessita de vocês nas casas delas e não perdendo tempo andando para bater ponto”, disse Felisberto. Ele criticou a ausência de todos os órgãos e entidades convidados: Centro de Apoio Operacional (CAO) da Saúde, do Ministério Público estadual, Tribunal de Contas do Município, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Secretaria Municipal de Saúde. “Lamento muito especialmente a ausência do pessoal da secretaria. Eu queria ouvir deles se não teria outra forma de mensurar e de atestar o trabalho de vocês. Queria ouvir também qual é o objetivo de fazerem essa exigência. Infelizmente, preferem fugir do debate.” 

Sabrina conversou com representantes da Secretaria Municipal de Saúde e ouviu uma justificativa para a exigência do ponto. “Eles alegaram que não tinham comprovação de que vocês estariam conseguindo cadastrar as pessoas e famílias visitadas no sistema”, afirmou a vereadora. “O ponto eletrônico não vai melhorar essa questão da alimentação da rede. Não vai fazer com que os agentes cadastrem mais pessoas, pelo contrário, vão visitar menos. O que vai fazer vocês cadastrarem mais pessoas é melhorar as condições de trabalho. É colocar computadores nas unidades de saúde para os agentes alimentarem a rede. Qualquer meta só pode ser estipulada desde que vocês tenham computadores para fazer o serviço e não precisem mais pagar lan house e internet de casa para conseguir alimentar o sistema do Ministério da Saúde.” 

O presidente do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e de Combate às Endemias do Estado de Goiás, (Sindacse-GO), Paulo Brito, relatou o caso de agentes que precisam andar do Parque Santa Rita até o Residencial Santa Fé, ambos na região sudoeste da capital, para bater ponto, percorrendo mais de quatro quilômetros. “Essa rotina está levando os agentes à exaustão, à fadiga e ao cansaço físico e mental. Já reunimos quatro vezes com a secretária Fátima Mrue e com o prefeito Iris Rezende, mas eles são irredutíveis na negociação. Pra isso queríamos essa audiência: tentar dialogar com eles, mas eles não querem”, disse.

TV Câmara ao vivo: transmissão das sessões no YouTube

Mídias Sociais
Destaques

Banner do Edital do Concurso Público CMG 2026

 

Banner Canal Cidadania.JPG

  

Goiânia 91 anos

 

Carta de Serviços

  

banner escola do legislativo.jpg

 

banner ouvidoria.jpg

Acesso a Informação

Acesso a informação

Plano Diretor

planoDiretor.jpg

Concurso Público
Portaria de Regulamentação do Estágio

Regras do Estágio

TV Câmara

TVCâmara

Ouvidoria da Mulher

Ouvidoria da Mulher

TV Câmara

TVCâmara

Notícias da Presidência

NoticiasDaPresidencia