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Audiência debate políticas públicas para pessoas em situação de rua

por Carol Magalhães publicado 21/08/2017 11h57, última modificação 21/08/2017 11h57

O vereador Sargento Novandir (PTN) promoveu nesta segunda-feira, 21, audiência pública sobre políticas voltadas para pessoas em situação de rua. “A população de rua não para de crescer, sobretudo em função das drogas. Não podemos fechar os olhos para isso. Precisamos buscar meios para que os dependentes químicos tenham acesso ao tratamento e possam ser reintegrados na sociedade”, disse.

Durante o encontro, o representante do Movimento de População de Rua, Denizar de Oliveira, reivindicou maior amparo à categoria por parte do poder público. “As pessoas em situação de rua precisam de oportunidades: emprego e educação, além de assistência psicológica continuada”, defendeu ele, relatando que só conseguiu sair dessa condição após ser alcançado por políticas públicas.

Ações

Os programas socioassistenciais e serviços de acolhimento institucionais disponíveis no município, como Centro Pop, Casa de Acolhida Cidadã e Complexo 24 horas, foram destacados pelo representante da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), Wellington Carlos Pereira. Ele explicou que a busca espontânea por esses programas ainda é um problema, mas defendeu a ampliação do sistema. “Geralmente, na primeira abordagem social, os moradores de rua recusam assistência. Entretanto, posteriormente, após reflexão, alguns decidem aceitar ajuda, mas nem sempre encontram vagas disponíveis. Precisamos ampliar o acesso”, afirmou.

Já o assessor da Superintendência Executiva dos Direitos Humanos da Secretaria Cidadã, do Governo de Goiás, Silvano Borges, contou que foi criado recentemente pelo Decreto nº 8.946 o Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento de Política para a População em Situação de Rua, com membros de entidades públicas, filantrópicas e da sociedade civil, que devem ser empossados em breve.

Borges esclareceu que o comitê pretende atuar na realização de um diagnóstico em Goiânia, visando levantar a quantidade de pessoas em situação de rua, grupos e mobilidade territorial desta população. “A Universidade Federal de Goiás já se dispôs a fazer esse diagnóstico, que é essencial para a elaboração das políticas públicas. Entretanto, a instituição necessita de verba para fazer esse trabalho, algo em torno de R$ 30 mil”, citou, ao passo que pediu colaboração no sentido de conseguir os recursos necessários. E acrescentou: “A nossa ideia é unir esforços, coordenando as iniciativas do governo, município, igrejas, universidades e entidades”.

A audiência pública foi prestigiada ainda pela guarda Civil Metropolitana, Yanna Ferreira Barbosa, que atua na Assessoria de Políticas sobre Drogas. Ela mencionou que os guardas civis estão recebendo treinamento para uma abordagem mais cidadã à população de rua. Representante da Associação de Moradores do Setor Norte Ferroviário, Fernando Luís, e pessoas em situação de rua também contribuíram para o debate.

(Foto: Alberto Maia)