Em audiência pública nesta quarta-feira (25), CNDH ouvirá denúncias sobre discurso de ódio, extremismo e neonazismo em Goiânia
O Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), por meio de sua Relatoria Especial de Enfrentamento ao Discurso de Ódio, Extremismo e Neonazismo, realiza nesta quarta-feira (25) audiência pública voltada à oitiva de denúncias e ao diálogo com a sociedade civil de Goiás. O evento acontece a partir das 9h, no Auditório Carlos Eurico, na Câmara de Goiânia, e integra a missão in loco do CNDH no estado, desenvolvida entre 23 e 25 de fevereiro.
A atividade tem como objetivo ouvir denúncias, relatos e contribuições sobre a realidade local, que vão subsidiar a atuação da relatoria e a formulação de recomendações voltadas à prevenção e ao enfrentamento do discurso de ódio, do extremismo e do neonazismo em Goiás e no Brasil. O evento é aberto à participação de organizações da sociedade civil, de movimentos sociais, de universidades, de pesquisadoras e pesquisadores, de especialistas e de demais interessados.
Missão em Goiás
A missão in loco do CNDH em Goiás tem como propósito aprofundar o diagnóstico sobre a ocorrência e os impactos do discurso de ódio, do extremismo e do neonazismo no território goiano; fortalecer o diálogo interinstitucional; e realizar escuta social qualificada para subsidiar a formulação de recomendações concretas de políticas públicas. A audiência pública representa o momento central dessa missão: a escuta direta da sociedade civil organizada.
O CNDH é um órgão colegiado de composição paritária, instituído pela Lei 12.986/2014, com a finalidade de promover, defender e proteger os direitos humanos no Brasil. A Relatoria Especial para o Enfrentamento do Discurso de Ódio, Extremismo e Neonazismo é responsável por analisar, monitorar e propor recomendações e medidas voltadas ao combate dessas práticas, à luz dos parâmetros nacionais e internacionais de direitos humanos.
Apoio institucional e parceiros
A realização da audiência pública conta com o apoio da Ouvidoria Especial de Combate a Crimes Raciais e de Intolerância da Câmara de Goiânia, que tem como ouvidor especial o vereador Fabrício Rosa (PT); do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Igualdade Racial e Combate ao Preconceito (CEDHIRCOP); e do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH).
“Goiás precisa enfrentar com seriedade o avanço do discurso de ódio, do extremismo e do neonazismo. Esta audiência pública é uma oportunidade concreta para que vítimas, pesquisadores e movimentos sociais sejam ouvidos pelo principal órgão federal de direitos humanos do País. É um passo fundamental para que as políticas públicas reflitam a realidade vivida aqui”, afirma Fabrício Rosa, destacando a relevância histórica da iniciativa para o estado.
Canal de denúncias e de contribuições online
Além da participação presencial na audiência pública, o CNDH disponibilizou um canal para envio de contribuições prévias por escrito. Por meio de formulário online, organizações, pesquisadores e cidadãos podem encaminhar análises, denúncias, dados, pesquisas, relatos de boas práticas e recomendações que subsidiem o trabalho da Relatoria Especial. Denúncias também podem ser enviadas diretamente ao e-mail institucional do CNDH (cndh@mdh.gov.br). O conselho também pode ser acompanhado pelo Instagram (@cndhbrasil).
O formulário está disponível pelo link:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScWZRiweD3fr0vyFUm7tXZIg2kAzjb7_XFV6rHFNU9mpEicUQ/viewform
Serviço:
Audiência Pública para Oitiva de Denúncias e Diálogos com a Sociedade Civil do Estado de Goiás: Missão da Relatoria Especial de Enfrentamento ao Discurso de Ódio, Extremismo e Neonazismo do CNDH
Data: quarta-feira (25 de fevereiro de 2026)
Horário: das 9h às 11h
Local: Auditório Carlos Eurico - Câmara Municipal de Goiânia
Endereço: Avenida Goiás, 2.001, Setor Central
Realização: Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) e mandato do vereador Fabrício Rosa (PT)
Apoio: Ouvidoria Especial de Combate a Crimes Raciais e de Intolerância da Câmara Municipal de Goiânia; Conselho Estadual de Direitos Humanos, Igualdade Racial e Combate ao Preconceito (CEDHIRCOP); e Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH)













