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Aava Santiago convoca reunião emergencial e denuncia caos nas maternidades de Goiânia

por Edição de notícias publicado 26/08/2025 09h26, última modificação 26/08/2025 09h26
A parlamentar defende proposta mais razoável apresentada pela Prefeitura, cobra transparência na transição das maternidades e busca mediação do Ministério Público do Trabalho e do Ministério Público de Goiás; a situação será acompanhada pelo Denasus e pelo Ministério da Saúde
Aava Santiago convoca reunião emergencial e denuncia caos nas maternidades de Goiânia

Foto: Gabinete da vereadora

A vereadora Aava Santiago (PSDB) realizou nesta segunda-feira (25) uma reunião emergencial com trabalhadores das três maternidades públicas de Goiânia — Dona Íris, Nascer Cidadão e Célia Câmara. O encontro, na sala de reuniões da Presidência da Câmara Municipal, reuniu profissionais preocupados com falta de insumos e insegurança diante da troca de gestão das unidades.

Segundo os trabalhadores, a transição entre organizações sociais foi feita de forma apressada e sem transparência, provocando dúvidas sobre quem será responsável pelo pagamento futuro e sobre os critérios de recontratação. Alguns relataram impossibilidade de continuar no trabalho até o fim do contrato da Fundahc, dificuldades no acesso ao refeitório, falta de registro eletrônico de jornada e insegurança jurídica, especialmente para gestantes.

“Recebemos inúmeras mensagens de profissionais demonstrando grande apreensão quanto ao futuro. Eles não sabem quem vai administrar as maternidades, quais serão os benefícios e se terão seus direitos garantidos. Nosso papel é garantir que ninguém perca direitos e que a população continue recebendo atendimento de qualidade”, afirmou Aava Santiago.

A parlamentar ressaltou que a transição sem licitação, sem aprovação da Câmara e sem participação dos conselhos de saúde gera riscos e prejudica a população. “O que está em jogo não é apenas uma mudança administrativa, mas a vida de mães e crianças atendidas diariamente. Precisamos fiscalizar, cobrar clareza e evitar que interesses políticos ou comerciais comprometam a saúde pública”, acrescentou.


Principais relatos dos trabalhadores

Durante a reunião, os profissionais expuseram diversas dificuldades:
• Nova OS ocupando áreas administrativas, sem espaço para a equipe anterior;
• Gestantes em situação de insegurança jurídica;
• Falta de informações sobre benefícios e recontratação;
• Proposta de parcelamento das verbas rescisórias (20 ou 12 parcelas), rejeitada pelos trabalhadores.

“O principal risco é que decisões unilaterais transformem o atendimento em uma negociação comercial, sem garantir os direitos de quem mantém essas maternidades funcionando”, destacou Aava.


Encaminhamentos e próximos passos

Entre as medidas definidas na reunião estão:
• Oficializar denúncias ao Ministério Público do Trabalho (MPT);
• Representação ao Ministério Público Estadual sobre uso do fundo rescisório;
• Levantamento detalhado da dívida rescisória da Fundahc;
• Ofícios ao Denasus e ao Ministério da Saúde para verificar recursos federais;
• Cobrança à Secretaria Municipal de Saúde sobre plano de cargos e salários acordado e plano de trabalho a ser executado pelas OSs, ainda não publicado no Diário Oficial;
• Articulação com a Fundahc para avaliar permanência dos funcionários até o fim do contrato.

“Estamos buscando mediação do Ministério Público e dos sindicatos para garantir que nenhum trabalhador seja prejudicado. É fundamental que a Prefeitura seja transparente sobre o plano de cargos, salários e critérios de recontratação”, reforçou Aava.

A próxima reunião, marcada para 2 de setembro, será decisiva. A parlamentar defende que sociedade, conselhos de saúde e Ministério Público acompanhem de perto a transição, evitando decisões unilaterais que possam comprometer direitos trabalhistas e a qualidade do atendimento.

“Não podemos aceitar que empresas ligadas ao governo sejam contratadas sem processo público, enquanto trabalhadores enfrentam insegurança. Nosso compromisso é fiscalizar, cobrar transparência e garantir serviços de qualidade, sem prejudicar quem mantém essas unidades funcionando”, concluiu.

TV Câmara ao vivo: transmissão das sessões no YouTube

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