Priscilla pede ao MP apuração de irregularidade em repasse de verba da saúde

por Quézia Alcantara publicado 14/05/2019 11h05, última modificação 14/05/2019 11h05

A vereadora Priscilla Tejota (PSD) protocolou, nesta segunda-feira (13) representação no Ministério Público de Goiás (MP-GO) em desfavor do prefeito de Goiânia, Iris Rezende (MDB), e da secretária de Saúde do município, Fátima Mrué, para apurar má gestão da saúde pública da capital.

No documento, Priscilla - presidente da Comissão de Saúde e Assistência Social da Câmara Municipal - pediu a instauração de procedimento para apurar possíveis irregularidades com atrasos nos repasses financeiros federais destinados ao Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Esperança, situado na região Noroeste da capital.

A medida partiu depois que a vereadora realizou visita ao CAPS Esperança e constatou condições estruturais e de atendimento precários que, segundo ela, foram denunciados também por familiares e por usuários da unidade de saúde. “Os acolhidos estão sem condição de alimentar-se de forma digna. Só tinha mandioca, margarina e leite: mantimentos comprados com dinheiro do próprio bolso. E o motivo desse cenário trágico é o fato da secretaria municipal de Saúde não ter efetuado o pagamento dos fornecedores, desde novembro do ano passado, e os mesmos suspenderam a entrega dos alimentos”, relatou Priscilla.

“Será que a prefeitura não tem condições de alimentar dez pessoas [quantidade de pacientes internos no local] de forma digna ou seria apenas insensibilidade ou covardia do prefeito e da secretária de saúde?”, indagou a vereadora.

Antes de entregar a Representação, a vereadora Priscilla Tejota e a vereadora Dra. Cristina (PSDB) se reuniram com a promotora de justiça Karina D’Abruzzo, coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Saúde (Cao-Saúde) do MP de Goiás.  Ocasião em que discutiram a falta de médicos pediatras nas unidades de saúde do município e a centralização do atendimento pediátrico no Cais de Campinas. “Nosso objetivo é reunir, com a intermediação do Ministério Público, a sociedade civil, os servidores das unidades de saúde, os conselheiros tutelares, representantes da Secretaria Municipal de Saúde e médicos para que possamos detalhar melhor os problemas, comprovar as denúncias e encontrar uma solução rápida para essa situação”, frisou a vereadora. “ Há dois anos e meio a gente está aguardando a resposta”, completou.(Com informações e foto da assessoria da vereadora).