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CEI da Educação iniciará diligências em escolas e Cmei's

por Quézia Alcantara publicado 18/03/2019 11h05, última modificação 18/03/2019 11h05

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga irregularidades na Secretaria Municipal de Educação, se reuniu nesta segunda-feira, 18, para deliberar sobre o andamento das ações. Foram aprovadas diligências em escolas municipais e Centros Municipais de Educação Infantil (Cmei’s) a partir da próxima semana. Os locais não serão informados antecipadamente para evitar que haja maquiamento da unidade. Os vereadores querem conhecer a realidade das unidades de ensino conforme denúncias chegaram à Casa e motivaram a instalação da CEI.

A comissão recebeu os documentos solicitados à secretaria de Educação e devido à complexidade dos mesmos foram solicitadas análises técnicas dos mesmos. Após isso, informou a presidente da CEI, Sabrina Garcêz (PTB), poderão ser convocados servidores municipais citados na documentação para o início das oitivas.

Outra deliberação do colegiado foi aprovação do adiamento da CEI para mais três meses. O motivo foi a demora no encaminhamento da documentação e também a necessidade de estudo mais aprofundados dos dados que a comissão recebeu. Sabrina ainda informou que esses documentos serão digitalizados e disponibilizados no site da Câmara Municipal de Goiânia para consulta dos vereadores e da sociedade.

Além disso, os vereadores aprovaram a alteração na composição dos membros da CEI. O vereador Carlin Café (PPS) saiu e a vereadora Tatiana Lemos (PCdoB) ocupará a vaga.

A vereadora Cristina Lopes (PSDB) destacou a preocupação com a falta de estruturas nas unidades de ensino municipais em Goiânia após a tragédia de uma escola em Suzano, São Paulo, que vitimou dez pessoas na semana passada.

Já o vereador Lucas Kitão (PSL) externou que “além de indícios de irregularidades na SME é notável a falta de vontade da gestão em sanar o déficit das vagas de Cmei’s”. Zander Fábio (Patriotas) adicionou que a Prefeitura informou a criação de 3 mil vagas em Cmei’s, mas acabando com o período integral, o que não resolve a vida das mães que precisam trabalhar. Além do déficit de vagas Zander apontou problemas nas matrículas dos alunos, “já que não há critérios definidos; seria importante exigir a Carteira de Trabalho da mãe no ato da matrícula”.